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Joaquim Sousa: Uma “Gandra” paixão pelo USC Paredes

Joaquim Sousa iniciou a sua carreira nos escalões de formação e defendeu as cores do USC Paredes durante muito anos, o médio de 39 anos do Aliança de Gandra é sub capitão e esteve à conversa com o Minuto90.

M90 – Nesta tua longa carreira tens passagens por cinco clubes diferentes, (Tirsense, Valdevez, Rebordosa, Paredes e Gandra) o USC Paredes domina completamente o teu percurso. Que paixão é essa pelo USC Paredes? 

JS – É de facto uma paixão, e na verdade eu farei sempre parte da história do USCP, basta consultar toda a minha história ligada a este clube.
Quando tu jogas num clube em que nem sempre se viveu uma boa saúde financeira, mas mesmo assim tu não desistes, isto quer dizer muita coisa.

M90 – Os teus últimos dez anos foram de uma regularidade e performance muito boa, tendo em conta que tens 39 anos, como explicas esse fenômeno?

Quanto mais velho ficas, melhor jogador te sentes?

JS – Não diria fenómeno, diria empenho, foco e brio naquilo que faço.
Quem conhece bem o meu percurso sabe que sou empenhado e que não gosto de perder.
Depois é fazer uma vida o mais saudável possível , cumprindo o descanso obrigatório, porque temos que saber ouvir o nosso corpo.

Nos treinos tento treinar sempre no limite das minhas capacidades para que depois em dia dos jogos o físico não tenha quebras.

Por último, ter como base de apoio os amigos e a família que são sem dúvida nenhuma o meu suporte, e tendo como pilar a minha mulher torna se mais fácil.

Com esta idade não me sinto melhor jogador, pois há coisas que vamos perdendo, mas posso dizer que consigo fazer uma melhor leitura de jogo com a idade que tenho e com a bagagem que fui adquirindo.

M90 -Qual é o teu número preferido? Tens algum marca de eleição para as tuas chuteiras ou não ligas a isso?

JS – O meu número preferido é e será sempre o número 10.
Em relação ás botas, só tem que ser confortáveis, de resto gosto de todas as marcas, no entanto tenho preferência pela cor laranja.

M90 – Durante a tua carreira houve algum convite que tenhas rejeitado e  que hoje te arrependes de não ter aceite?

JS – Tive o convite do Setúbal em 2009, primeira liga, não posso dizer que me arrependo, porque foi uma decisão pensada e ponderada, mas é obvio que penso algumas vezes nisso , até porque na altura se tivesse aceite, iria jogar o meu primeiro jogo no estádio da luz.M90 – Já alguma vez foste adversário do USC Paredes?   O que sentiste nesse dia?

JS – Sim, joguei algumas vezes , o sentimento foi acima de tudo respeitar o símbolo que carregava ao peito no momento do jogo e a paixão pelo união ficava de parte.

M90 –Sabemos que tens um carinho especial pelo “Paulo Sousa” mas o teu ídolo como jogador é o “Del Piero”,  que inspiração te traz este ídolo? 

JS – Sim é verdade, são os dois especiais para mim, mas o Del Piero inspirava me nos seus movimentos e pela forma prazerosa que jogava dentro de campo.

M90 –  Que características admiras mais num treinador? 
Que características não gostas de ver num treinador?

JS – São várias, mas acho que acima de tudo os treinadores tem de ser amigos dos jogadores, serem coerentes com todos os atletas ,quando passam o que treinam para o jogo, da parte tática fascina me mais a parte humana é a mais importante .
O que não gosto é que não sejam honestos, terem um discurso com os jogadores e depois terem outro discurso com os dirigentes, isso para mim é pura incoerência, para além disso, não acho correto falarem com os jogadores só quando somos a 1 opção para o jogo.
Não pode existir desigualdade.

M90 – Achas que tens “pedalada” para jogar até quando ?

JS – Até quando o meu corpo deixar e a minha motivação permitir.

M90 – Agora representas as cores do Aliança de Gandra, tencionas terminar a tua carreira ai?

JS – O Aliança de Gandra é um clube gerido por pessoas humildes, pessoas que vivem apenas para o futebol, daí ter aceite o convite.
O meu objetivo para já é ajudar o clube e o futuro a Deus pertence.

M90 – Quem é para ti o melhor jogador de todos os tempos?

JS – Sem dúvida o Cristiano Ronaldo , pelas suas raízes, por tudo aquilo que tem conquistado ao longo da sua carreira, fruto de muito trabalho claro.
Por ter sede de futebol, e principalmente por respeitar toda a gente, ele é a prova que o trabalho traz sucesso.

M90 – Momento mais Insólito que viveste no futebol?

JS – Talvez uma ida para um jogo com o Aliados de Lordelo ,em que o autocarro avariou e a 2 km tivemos de ir a pé para o jogo.

M90 – Quando deixares de jogar, tencionas ser treinador ou não tens essa paixão dentro de ti?

JS – Já tirei o nível 1 de treinador, pode ser um princípio, mas para já quero desfrutar de ainda poder jogar futebol e na verdade é o que gosto fazer mais de fazer.

M90 – Momento marcante na carreira ?

JS – No jogo com o Leça, quando marquei o golo que deu a subida de divisão.
Esse golo foi sem dúvida um momento marcante na minha carreira.

 

 

 

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