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Rémulo Marques, jornalista e actual diretor adjunto da rádio Estádio, foi à bola e partilhou connosco as sensações vividas no grande derbi portuense a contar para a 16ª jornada do campeonato de Elite Pro Nacional da Associação de Futebol do Porto.

Este Domingo fui à Bola

E fui à melhor bola que se pode ir. A bola verdadeira, a bola do povo, a bola com gente. A bola na (não confundir, por favor, com “da”) Associação de Futebol do Porto.

Fui ver o velhinho mas sempre novo, sempre renascido Sport Comércio e Salgueiros frente ao também tradicional, respeitado nas lides portuenses, FC Foz.

Domingo de rever amigos, de saber que o FC Foz continua à espera que exista (alguma vez existirá?) vontade política para que possa, como devia, jogar na sua Ervilha. Ah, e como seria fabuloso este FC Foz – Salgueiros na Ervilha. A fazer lembrar dérbis de outros tempos, dérbis dos nossos tempos como os com o vizinho ADR Pasteleira, que muito me Orgulho de ter representado durante cinco temporadas.

Tinha saudades do futebol com gente, do futebol cheio de gente. Do futebol cheio de amor ao clube da terra, ao clube do bairro. Saudades deste bairrismo. Saudades de ver tanta gente nas bancadas, a vibrar, a torcer pelos seus. Das bocas mais ou menos esganiçadas, das decisões mais ou menos caricatas dos trios de arbitragem, das reclamações e aclamações. Tinha saudades destes Domingos de bola. Domingos com gentes da bola. Os verdadeiros, os únicos.

Saudades do Salgueiral noutros palcos.

Um Salgueiros sempre com os seus indefectíveis. Sempre com Alma, e que se lixe qual é a divisão, ou o palco.

Um FC Foz que vejo com mais gente, com mais Vida. Com mais Foz dentro de si.

Ganhou, e bem, o Foz. Jogou melhor. Fez por merecer. Estruturado, consolidado, fiel às ideias e princípios do seu treinador, do Álvaro, gente boa. O Salgueiros continua líder, e agarrado com unhas e dentes a um sonho que, legitimamente, é seu por direito. Mas saiu do INATEL de Ramalde com a firme certeza que nestas divisões da AF Porto não há lugar para vacilos nem bocejos.

Trabalha-se bem.

Bons treinadores, muitos deles fazem o favor de ser meus Amigos, como o Vasco Oliveira, no Rio Tinto, o Paulo Campos, no Avintes e o Jorge Lopes, no Ermesinde. E de gente que conheço bem e a quem reconheço grande competência como é o caso do José Alberto, no Oliveira do Douro, o Bock, no Maia, o Abílio, no Vila, o Óscar Nogueira, do Canidelo, só para citar alguns exemplos.

Gosto de futebol. Gosto “deste” futebol. Gosto da paixão pelo jogo. Gosto de gente. Gosto de gente do Futebol. E, claro, de futebol com gente. Do futebol das gentes.

Voltarei, já no próximo Domingo, e num Domingo qualquer. Pelo verdadeiro futebol. Por mim. Por todos que lá andam e que dão tanta relevância a este “bichinho”.

Até Domingo!

Rémulo Marques

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